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Domingo, 10 de Janeiro de 2010

A Ponte do Sol XVIII

Como já tinha dito, não sou de deixar coisas a meio... e aquilo que começo, tenho de acabar. Por isso, vamos lá a isto. afinal só faltava mais um post.

 

O sol entrou pela janela e um raio iluminava o rosto de Leonor que dormia profundamente. Raúl deteve-se a observa-la. Queria guardar aquele momento para sempre. O rosto suave e sereno, agora livre de tensões e preocupações, o corpo coberto apenas por um fino lençol que não deixava disfarçar as curvas perfeitas e voluptuosas. Sentiu-se novamente excitado e apaixonado. começou a beija-la levemente, até que a acordou  e um sorriso enorme iluminou-lhe o rosto.

- Bom Dia! Não me digas que estavas a olhar para mim... Não faças isso que me deixas embaraçada...

- Não tens porque te sentir assim. Tu és linda e o que é bonito é para se ver. Não é isso que nós fazemos no nosso trabalho? encontrar coisas bonitas que estão perdidas ou esquecidas e mostra-las para que todos possam observar e partilhar do seu esplendor?

*

Juntaram-se aos seus amigos para almoçar. Foi um almoço animado cheio de risos e gargalhadas... tinham muitas históriuas para contar uns aos outros e eles nao se cansavam de ouvi-la. Raúl e Leonor não conseguiam disfarçar a sua felicidade. Depois partiram  para o Museu. Havia muito trabalho a fazer e era necessário garantir que todas as peças encontradaseram devidamente catalogadas e entregues ao Museu. Haviam de ficar por ali ainda durante algum tempo... Mas aquele país, aquela cultura e o sol abrasador eram a casa perfeita para o amor.

 

FIM

publicado por _^ANGIE^_ às 11:25
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Quinta-feira, 19 de Março de 2009

A Ponte do Sol XVII

Olá mais uma vez. Tenho de vos confessar uma coisa... Já há algum tempo que ando a achar que esta história descambou... Não sei... Algures aqui pelo meio acho que se tornou demasiado rebuscada e sem nexo. Mas como não sou de deixar coisas a meio, decidi ir até ao fim! Portanto, aqui fica mais um bocadinho. E desculpem demorar tanto tempo a postar , mas o motive é mesmo este que acabei de referir. Já não estou a gostar muito disto... Mas em fim, talvez seja só uma crise literária.

 

Continuação...

 

À sua frente estava  o maior tesouro que já alguma vez tinham visto. Desde estátuas gigantescas em ouro, a pratos, copos jóias, todo um sem número de artefactos esplendorosos.

- Parece que nem tão cedo deixas o Egipto,Leonor. Comentou Raúl, rindo. - Tens aqui muito que catalogar. Leonor continuava de boca aberta a contemplar aquela imensidão. Por momentos esquecera que estava presa naquela pirâmide sem fim. MAs depressa recuperou e tratou delembrar Raúl

 

*

 

Leonor estava a contar a Clara o que se tinha passado e a amiga nem queria acreditar. Leonor ia secando o cabelo com uma toalha macia, enquanto ia falando. Nunca um banho e um roupão lhe tinham sabido tão bem. Bateram à porta, Clara abriu e entraram os seus dois amigos em tropel, a quererem saber tudo o que se tinha passado. Acabaram por lanchar todos juntos e passaram o resto da tarde na conversa. Já passava das 20:00h quando o telefone tocou. Leonor atendeu.

- Fala da Recepção. Tenho uma chamada do Sr. Raúl em linha, posso passa-la?

- Concerteza...

- Olá minha princesa! Leonor sorriu ao ouvir aquela voz quente e cheia de amor.

- Será que estás disponível para jantar com este aventureiro que andou perdido mas que encontrou a pedra mais preciosa e com ela o caminho para a felicidade?

- Claro que sim! Estás a onde?!

- À tua porta... Leonor abriu a porta do quarto e caíram os dois nos braços um do outro.

Saíram pela noite fora, de mãos dadas sem rumo. Foram pelo mercado onde havia muitas barraquinhas de comida e foram petiscando aqui e ali, brincando, rindo, emanando felicidade. Definitivamente, tinham sido feitos um para o outro. Acabaram a noite à beira do rio Nilo. A lua estava enorme e iluminava o rio com todo o seu esplendor.

- Este sitio faz-me lembrar a primeira vez que nos beijamos! Sussurrou Raúl; e deram um beijo longo, cheio de carícias e paixão. Continuaram a passear pelo rio, namorando. Mas a paixão que os unia estava atornar-se demasiado intensa. Raúl chamou um táxi, até porque já era muito tarde. O táxi deixou-os à porta do hotel de Raúl. Entraram e ainda ficarm um pouco no bar a tomar um bom vinho tinto, mas depressa subiram, pedindo ao empregado para levar a garrafa até ao quarto.

O quarto era magnífico: tinha uma cama de tamanho kingsize com dossel. A colcha era de cetim dourado e por todo o lado haviam objectos alusivos à cultura egípcia. Parecia um quarto de reis.

Quando o empregado fecho a porta atrás de si, Raúl agarrou Leonor pela cintura, apanhando-a desprevenida e começou a beijar-lhe o pescoço, subindo até à sua orelha. Os beijos foram aumentando de intenssidade, À medida que as suas mãos percorriam os seus corpos em carícias mais ousadas. Raúl pegou-lhe ao colo e deitou-a suavemente sobre acama, observando a sua beleza. Lentamente, deixaram envolver-se um no outro e libertaram a paixão oprimida durante tantos meses...

 

Continua...

sinto-me: o final aproxima-se...
publicado por _^ANGIE^_ às 10:34
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Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

A Ponte do Sol XVI

Só para justificar a minha prolongada ausência, fiquem a saber que ficou a dever-se aquilo que penso poder chamar de "crise literária".Acontece que a minha história caiu naquele ponto que quanto a mim roça um bocadinho o ridiculo e não sei como recuperar o interesse. No entanto, decidi postar na mesma, por minha própria conta e risco. Se parecer parvo, é pá dêm o desconto, porque foi para isso que me deu na altura... E pronto! Era só isto que queria dizer. Enjoy it...

 

Continuação...


- Estás a falar a sério?! Leonor olhava-o apavorada e incrédula.

- Eu salto primeiro e depois vais tu.

- eu não quero ficar aqui sozinha...

- Vá Leonor, coragem! Encostou-se à parede e correu para tomar balanço e ao chegar ao fim da prancha saltou... Sentiu-se elevar no ar e em vês de começar a cair, sentiu uma lufada de ar que o fazia pairar, acabando por aterrar num chão duro e frio.

- Anda Leonor! É seguro e é fácil! Só tens que tomar balanço, é seguro. Curiosamente contactou ue Leonor não o conseguia ouvir. O ar que o elevara devia criar uma barreira sonora. Também não conseguia vê-la, mas depressa compreendeuporquê, Havia um compexo conjunto de espelhos que estratégicamente dispostos, ocultavam a outra margem.

Do outro lado Leonor chamava histericamente por Raúl, embora não obtendo qualquer resposta. Tinha-o visto deaparecer, tal como a pedra, e nunca mais o ouvira ou vira. Entrou novamente em pânico e desolada deixou-se cair no chão lavada em lágrimas. Mas depressa secou as lágrimas e pensou que se Raúl tinha morrido, ela ia para junto dele. Correu loucamente e saltou, também ela elevando-se no ar... Raúl ainda estava a tentar perceber o que raio se estava a passar, quando viu Leonor surgir do nada.

- Leonor! Correu para ela abraçando-a e beijando-a desesperadamente. Foi então que pararam e olharam em seu redor. Havia uma tocha acesa.

- Raúl! Como épossivel aquela tocha estar acesa?

- Não sei... Pegou na tocha e viu uma taça com umlíquido escuro. Cheirou-lhe a petróleo. Também a tocha cheirava ao mesmo. Ateou fogo à taça. Depressa o fogo foi alastrando, abrindo caminho por um carreiro próprio, iluminando aquilo que os seus olhos demoraram a transmitir ao cérebro. Era incrivel... Nunca tinham visto nada assim.


Continua...

sinto-me: hei-de chegar ao fim
publicado por _^ANGIE^_ às 09:49
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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

A Ponte do Sol XV

Olá mais uma vez! Estou a aproximar-me do fim desta história o que significa duas coisas que me têm tirado o sono: está a terminar e eu até estava a gostar (mas outras virão), agora o que é realmente preocupante é que não escrevi ainda o fim. Esta história tem sido escrita a pouco e pouco, entre as horas mortas do trabalho e ultimamente, como sabem, simplesmente não tem dado. Aquilo anda uma loucura. Em fim... Mas alguma coisa surgirá. Sempre trabalhei melhor sobre pressão. É sempre nessas alturas que a minha inspiração e imaginação funciona em pleno. Mas chega de conversa...

 

Continuação...

 

Raúl estava na beira do precipício e lá em baixo corria um rio de lava; já estava a ficar desesperado quando ouviu uma voz.

- Raúl! Ajuda-me! Gritou desesperada. Raúl de bruçou-se e viu Leonor presa pela corda que os segurava. A porta que se tinha fechado estava a suste-la, mas não por muito mais tempo, pois a corda estava a desfazer-se. Apressou-se a iça-la e Leonor caiu-lhe nos braços num choro compulsivo.

- Calma meu amor. Já está tudo bem.

- Não está nada! Como é que vamos sair daqui? Estamos aqui presos para sempre! Já olhaste bem?! Não podemos voltar para trás e para a frente temos a morte certa. Nós vamos morrer!... Leonor estava completamente descontrolada. Raúl segurou-lhe o rosto entre as suas mãos.

- Leonor! Acalma-te! Nós vamos sair daqui ouviste? Confia em mim! Leonor fez um esforço para se controlar e parou de soluçar. Olharam os dois em volta. Realmente não tinham grande escolha. Ou voltavam para trás ou atiravam-se ao rio de lava. Nenhuma das duas hipoteses era viável. Foi então que Raúl reparou numa abertura na outra margem do rio de lava.

- Está ali uma passagem...

- E como é que lá chegamos? Perguntou Leonor.

Raúl olhou mais umpouco à sua volta e encontrou uma estátua de Ré, o deus do Sol. Era pequena e tosca. Aproximou-se e olhou-a com calma. Não havia nada à sua volta. Pegou nela com cuidado. Mas assim que a elevou uns milimetros do chão, ouviu-se um novo clique seguido de uma baque.

- Raúl o que é que fizeste?! Perguntou Leonor horrorizada... De repente surgiu uma espécie de prancha que se elevou a té meio do rio de lava.

- Metade do caminho já está! Sorriu Raúl. Olhou novamente para a estátua, no fundo estava uma inscrição mas em copta.

- Leonor! Dá-me aqui uma ajuda a decifrar isto. Leonor aproximou-se...


"Para o abismo deves saltar

Confiando em Ré, o todo poderoso.

No Sol que dá vida deves confiar

E a ti próprio entregar.

Para que o barqueiro à outra margem

Te possa levar"

 

- Mas o que é que isto significa? Temos de nos atirar?! Mas eles estão malucos ou quê?!

- Calma! Eles têm sempre uma saída. Se é isso que diz, é o que devemos fazer.

- Estás louco?! Enquanto Raúl dizia isto caminhou para a ponte. Era solida e segura, debruçou-se na beira. Passou a mão e constatou que não havia ali nada. A ponte acabava mesmo ali. Voltou para junto de Leonor. Não podia ser. Uma coisa que os egípcios nunca faziam era fechar todas as portas sem dar oportunidade. Deixavam sempre uma hopotese de salvação. Voltou a ler a inscrição vezes sem conta. Olhou em volta e atirou uma pedra ao acaso. Mas, em vez de ouvir a pedra a cair, ou melhor a não cair, pois seria derretida pela lava,  ouviu um estalido como se ela tivesse caido em terra firme. Mas a pedra não estava em lado nenhum. Atirou outra e viu a pedra desaparecer como que por magia e logo a seguir o som de que tinha aterrado ali perto "sã e salva".

- É isso! Temos que nos entregara  a Ré e confiar nele cegamente. Confiar na sua sabedoria. Temos de saltar Leonor...

 

Continua...

publicado por _^ANGIE^_ às 11:17
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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

A Ponte do Sol XIV

Olá! Depois de tanto tempo aqui fica mais um bocado.Daqui a nada já nem se lembram como começou. LOLOL Desculpem lá demorar tanto tempo.Mas como tenho de passar para o pc, porque escrevo num caderno, dá-me sempre preguiça. Mas também já não falta muito para terminar. Beijocas. Vai começar a aventura.

 

Continuação...

 

Raúl foi-lhe explicando tudo o que havia descoberto, até que chegaram a uma sala com três passagens. Ele informou-a que já tinha ido pela primeira à direita e que desembocava num beco sem saída. Era costume este tipo de corredores sem saída, devido aos antigos egípcios não conseguirem avançar mais na escavação e serem obrigados e prosseguir caminho por outro lado, dando início ao mito dos labirintos criados para dificultar o aceso aos sarcófagos. A segunda encerrava um corredor enorme que terminava numa piscina com uma queda de água proveniente de uma deusa Ísis (sob a forma felina). Só lhe faltava mesmo a terceira passagem que era repleta de inscrições à volta da porta e um enorme sol no topo da entrada.

- Bem! Vou ver finalmente o que está aqui. Queres vir? Leonor assentiu com a cabeça. Estava a adorar aquela aventura. A escuridão era tão intensa que a luz dos seus capacetes só iluminavam um palmo à frente do nariz. De repente, chegaram a uma antecâmara que tinha apenas uma porta. Aquela porta estava ricamente decorada. Aliás, era a mais bonita que tinha visto até ali. Raúl, devido à sua experiência, sabia de antemão que isso não era um bom presságio. É que os egípcios tendiam a punir os ambiciosos e gananciosos e, muitas vezes, escondiam pequenas armadilhas. Contudo, ainda não tinha encontrado nenhuma e parecia-lhe pouco provável que fosse aparecer agora. Ainda assim, advertiu Leonor:

-Não toques em nada! Ouviste?!

- Sim, sim, claro!... Leonor olhava para aquela porta embevecida.

- Esta porta é linda, olha a quantidade de baixos-relevos. As outras não tinham nada disto. E tirou algumas fotografias.

- Pois! É isso que me preocupa!

- “A Ré, o todo poderoso, a nossa vida entregamos. Confiamos na sua luz e sabedoria, ainda que sejamos cegados por ela”.

- Estou a ver que as aulas de egiptologia serviram para alguma coisa…

- É eu tive um óptimo professor!

Raúl voltou-se para Leonor. Olhou-a e viu novamente aquele rosto belo que o tinha deixado perdido naquela noite de luar. Passou-lhe a mão pela face.

- Ah! Leonor! Se soubesses como és bonita… Leonor estava toda despenteada pelo esforço físico e com um ar ofegante.

- Tenho tanta coisa para te dizer… E dizendo isto aproximou o seu rosto do de Leonor e beijou-a suavemente nos lábios. Voltou a olha-la e, repentinamente, arrancou-lhe um beijo sôfrego cheio de paixão. Abraçaram-se e beijaram-se e no meio daquele turbilhão de emoções que iluminavam aquela câmara escura, ouviu-se um baque e o som de uma pedra a deslizar. Quando se aperceberam do que se estava a passar já era tarde.

- Raúl a porta está a fechar-se… Leonor olhou-a horrorizada para aquele enorme bloco de pedra que estava a deslizar fechando atrás de si a sala onde minutos antes haviam estado. Mas como é que tinham passado aquela porta sem darem conta?!...

- Calma Leonor! Geralmente existe uma saída alternativa! Leonor estava em pânico. Raúl segurou-lhe a mão e conduziu-a pelo corredor escuro.

- Não deve ser uma saída fácil, mas seguramente que existe. Murmurou entre dentes. Caminharam durante aquilo que lhes pareceu uma eternidade, e finalmente viram uma luz ao fundo. Leonor começou a correr…

- Anda, está ali a saída!

- Leonor espera! Não! Gritou Raúl. Mas já era tarde. Viu Leonor desaparecer no meio de um grito.

- Leonor! Leonor! Onde estás?!

 

Continua...

publicado por _^ANGIE^_ às 10:01
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Sábado, 27 de Dezembro de 2008

A Ponte do Sol XIII

Continuação...

 

Na manhã seguinte quando chegou ao museu, veio a D. Simone, uma senhora baixinha e roliça, sempre com um ar ofegante e muito cansado, tercom ela, com ar de quem tinha acabado de correr uma maratona inteira.

- Menina Leonor! Ainda bem que a encontro. Preciso que vá à cidade de Siwa. Descobriram lá novos artefactos e têm que ser rapidamente inventariados antes que comecem a estraviar-se.

- Tudo bem! Diga-me só o que preciso de fazer...

*

A viagem até Siwa correu bem, à parte das estradas esburacadas e do pó constante. Quando chegou, avistou um buraco enorme com dezenas de pessoas lá dentro com pincelinhos e outras ferramentinhas a escavarem aquilo, que à primeira vista parecia um templo muito antigo. Leonor ficou extasiada. Era lindo! Pegou na sua máquina fotográfica e tirou algumas fotografias. Depois dirigiu-se à tenda onde deveria estar a pessoa responsável pelas escavações.

-Com licença! Eu gostaria de falar com a pessoa responsável. Venho da parte do museu. Um homem alto com a pele excessivamente bronzeada de estar horas e horas sob aquele sol abrazador, puxou de um walkie-talkie e chamou:

-Hi Boss! I need you in tend. One lady want talk to you!   O inglês era muito carregado e pouco correcto. Leonor aguardou sentada num pequeno banco que o homem lhe indicara para logo depois desaparecer. A cortina da tenda abriu-se e surgiu um homem alto e moreno com uns típicos calções, colete e chapéu "coronel tapioca". Parecia uma cena tirada de um filme. Leonor sorriu-lhe, mas o seu sorriso desvaneceu-se quando descobriu por trás daquela barba de alguns dias, o homem que fazia o seu coração bater mais forte.

- Ah! Foi a ti que o museu enviou?! Muito bem, se quiseres podes seguir-me. Leonor ficou sem reacção e limitou-se a seguir-lhe os passos. Embrenharam-se na escuridão do templo e lá dentro equiparam-se com os cintos protectores, capacetes, lanternas, cordas e afins. Estava escuro como breu Leonor seguiu-o até uma antecâmara onde se encontravam centenas de estatuetas, potes e até algumas jóias. Era magnífico.

- Há mais ou é só isto?!

- Ainda não explorámos tudo. Ainda há muitas salas ocultas e outras que ainda não tive oportunidade de lá chegar.

- Achas que me podias mostrar?! É a primeira vez que estou numa escavação. Gostava muito de saber quais são os procedimentos.

- Muito bem! MAs não tocas em nada e fazes exactamente aquilo que eu te disser...

- Claro, concerteza! Fica descansado. e seguiram os dois por aquela escuridão. Esventrando com a luz dos capacetes aqueles corredores e câmaras escuros.

 

Continua...

publicado por _^ANGIE^_ às 11:20
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

A Ponte do Sol XII

Cucu! Estou de volta... E aqui fica mais um bocadinho...

 

Continuação...

 

Leonor arqueou a sobrancelha...

- Olha que lindas... São para ti e trazem cartão e tudo. Vá vê lá de quem são. Aposto que são do Raúl. Disse Clara toda entusiasmada. Leonor olhou as flores e cheirou-as, era um ramo de orquídias e rosas brancas. Abriu opequeno envelope e leu.

 

"Perdoa-me a indelicadeza da noite passada. Quero começar tudo de novo. Aceitas jantar comigo esta noite, para podermos conversar?

Um beijo doce.

Afonso"

 

-Enganas-te! São do Afonso!

- Oh! Que querido! Então vais jantar com ele?

- Acho que sim. Tenho que pôr os pontos nos i's. Ele tem que perceber que entre nós os dois nunca vamos ter nada.

 

*

 

Leonor vestiu um vestido longo preto que a fazia parecer ainda mais alta. O cabelo apanhado, deixava surgir as suas costas desnuadas...

- Eh lá! Estás toda gira! Comentou Clara.

- Queres o quê?! Ele disse que me ia levar a um sítio especial... Não quero fazer figuras tristes...

Bateram à porta. Leonor abriu,

- Olá boa noite! Bem, Leonor, estás deslumbrante. Disse Afonso sem conseguir tirar os olhos dela.

- Tu também não estás nada mal com esse laçarote. Fica-te a matar - Riu-se.

- Oh! Não sejas assim... Prometo que não te vais arrepender.

Sairam de táxi e ainda percorreram uns 4 Km. Depois o táxi parou em frente a um Hotel de 5 estrelas que tinha uma fachada imponente. Duas esfinges a ladear a entrada e a entrada era uma pirâmide em ponto pequeno.

- Bem, este Hotel é lindo! Disse Leonor.

quando entraram lá dentro, parecia que tinham viajado no tempo. Todos os funcionários estavam vestidos com os trajes tradicionaise a decoração do Hotel era a recriação do interior das pirâmides, com as suas pinturas e baixos-relevos, mas muito maior. As salas eram gigantescas e o luxo imperava. Afonso conduziu-a ao Restaurante e pediu o jantar.

- Desde quando é que conheces isto?

- Oh! Já aqui passei férias com os meus pais. Este hotel é fantástico. MAs a faculdade não devia ter dinheiro para tanto. Comentou rindo-se.

Leonor sentia-se uma princesa. O jantar decorreu muito animado e com conversas triviais. Quando veio a sobremesa, Afonso começou:

- Leonor! Queria pedir-te desculpas pela outra noite. Fui muito rude e indelicado. Não te devia ter forçado a nada! MAs quero que entendas que os meus sentimentos por ti são veradeiros. eu estou realmente apaixonado por ti.

Leonor sorriu embaraçada e corou ligeiramente.

- Oh! Afonso, eu sinto-me lisonjeada com esse teu sentimento e com as tuas palavras. agradeço o teu esforço e delicadeza. O jantar estava excelente, o restaurante nem se fala. As flores eram lindas, mas eu já te disse que entre nós nunca haverá nada. O que eu sinto por ti é apenas uma grande amizade...

Afonso sorriu amargamente e deu a mão a Leonor. Eu já sabia de tudo isso, mas tinha esperança que estes meus pequenos gestos incendiassem uma centelha de dúvida nessas tuas certezas. Levantou-se e deu-lhe um beijo na face. Leonor sorriu e baixou os olhos. Quando voltou a levantar a cabeça, tinha dois olhos verdes crispados nela. O semblante daquele homem era carregado.

- Raúl! Que fazes aqui?!

- Eu estou aqui hospedado. Já vi que estásmuito bem acompanhada. Adeus!

Leonor ficou especada no meio do restaurante. Não queria acreditar que eleestava a ser tão antipático com ela. Afinal ela é que tinha razões para estar chateada...

A noite prosseguiu sem incidentes. Mas Leonor não conseguia deixar de pensar no Raúl. A dureza e arrogância das suas palavras tinham-na deixado desconcertada.

 

Continua...

publicado por _^ANGIE^_ às 10:33
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

A Ponte do Sol XI

Olá Bom Dia! Aqui fica mais um bocadinho desta história. Beijocas e espero que gostem...


Continuação...


 

- Professor Raul! Olá, eu sou a Clara. Já li todos os seus trabalhos e acho que é está muito bem elaborado. É um prazer enorme conhece-lo. Clara parecia as raparigas histerias da faculdade. Pelo menos serviu para desanuviar.

- Bem, tenho de ir andando, foi um prazer conhece-los a todos – Leonor eu ainda quero falar contigo. Depois entro em contacto contigo. Disse-lhe em surdina. Leonor fingiu não ligar, mas a verdade é que o seu coração dava pulos de alegria por tê-lo visto e a imagem e a sensação daquele beijo intenso, repetia, incessantemente, na sua cabeça uma e outra vez.

- Então Leonor?! O que é que aconteceu? Perguntou Clara toda curiosa e com um sorriso de orelha a orelha.

- Oh, Clara! Depois falamos. Está bem?! Os rapazes ficaram sem perceber nada…

- Tens alguma coisa com ele?

- E se tiver, Afonso? O que é que tu tens a ver com isso?

- Não precisas de ser tão rude. Perguntei por perguntar…

- Tens razão! Desculpa. Disse Leonor já arrependida da forma como tinha falado.

- Bem, vamos mas é trabalhar! Contrapôs Gil.

 

*

 

- Ai Clara eu não aguento isto! Esta mistura de ansiedade com a raiva que sinto, não são dois sentimentos que se conjuguem. Não sei o que fazer…

- Ele disse que entrava em contacto contigo, não disse? Então espera que ele logo diz alguma coisa.

- É, tens razão! Depois logo se vê. Mas nada do que ele me diga justifica o facto de não me ter dito nada este tempo todo. Clara riu-se. A amiga parecia uma adolescente a fazer birra, mas ao mesmo tempo desejosa de ter aquilo que estava a recusar só por orgulho.

 

Bateram à porta do quarto; quem abriu foi Clara.

- Tenho aqui estas flores para a Srª Leonor.

- Ah! Muito obrigada. Deixe estar que eu entrego.


Continua...

publicado por _^ANGIE^_ às 09:12
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

A Ponte do Sol X

Olá! Estou de volta. Aqui fica mais um capítulo...

Agora é que as coisas vão aquecer. LOL

 

Continuação...

 

- Eu já disse que tenho aqui o relatório das escavações e que encontrei um túmulo cheio de artefactos valiosissimos. Mas também já lhe disse que não entrego isto a não ser ao responsável do museu. Deu-me muito trabalho, não quero que ele fique para aí perdido!

Leonor estava no atelier de restauro e ouviu aquela voz zangada. Parecia-lhe familiar, mas não conhecia nunguém que falasse inglês, por isso, devia estar a fazer confusão!

- Clara, vou levar esta caixa para o arquivo, está bem? Informou Leonor. Carregou com a caixa e estava a equilibrar-se em cima da escada, quando alguém lhe deu um encontrão, Leonor desequilibrou-se e caiu. Mas ao contrário do que seria de esperar, não sentiu dor. Não tinha caido no chão.

- Estou a ter um deja vú, mas desta vez, muito mais agradável... Leonor abriu os olhos para ver o rosto de quem lhe tinha aparado a queda e nem queria acreditar.

- Raúl?! Ele rolou e e colocou-se sobre ela. Tinham ficado os dois estendidos no chão.

- Olá Leonor! Disse Raúl com uma voz rouca e o olhar cravado nod lábios carnudos de Leonor.

- Tinha tantas saudades tuas... E beijou-a como se não houvesse amanhã,quase lhe cortando a respiração. Leonor correspondeu com paixão, mas repentinamente, afastou-o com brusquidão.

- Olha lá! Mas pensas que isto é o quê? Vais-te embora, desapareces de uma dia para o outro sem dizer nada e agora apareces aqui de repente e pensas que isto é tudo teu? Ganha mas é juízo.

Raúl ficou um pouco desconcertado. Mas depois de recuperar daquele raspanete, retorquiu.

- Desculpa Leonor, tens toda a razão. Não era, de todo,minha intenção ofender-te. Deixa-me explicar-te o que aconteceu...

- Agora não posso! Estou a trabalhar! E voltou-lhe as costas.

- Leonor! Interpelou-a segurando-a pelo braço.

- O que é que se passa aqui? Este homem está a incomodar-te?

- Não Afonso, deica estar. Está tudo bem obrigada. Entretanto chegaram Clara e Gil.

- Professor Raúl!...

 

Continua...

sinto-me:
publicado por _^ANGIE^_ às 09:53
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

A Ponte do sol IX

Continuação...

 

Leonor estava encantada com a cidade. O Museu do cairo parecia-lhe um paraíso, e ficou ainda mais impressionada com a quantidade de artefactos "perdidos" nas caves. Inventariar tudo aquilo não ia ser fácil. Depressa aprenderam a distinguir os artefactos verdadeiros das falsificações que muitos tentavam impingir.

Muitas vezes Leonor lembrava-se de Raúl.ainda mais agora que el podia estar por perto. Tinha deixado de o censurar. conseguia perceber ue uma relação entre eles, na altura, não seria possível. Afinal. ele tratava-se de um professor seu. Mas agora já não pensava nisso. Estava sentada na beira da piscina a olhar a lua e sorriu. Lembrou-se daquel magnifico pôr-do-sol e percebeu que ela era a lua e Raúl o sol e que jamais estariam juntos. Alguém lhe tapou os olhos...

- Adivinha quem é!

- Oh! Afonso eu sei que és tu. Repondeu Leonor rindo-se. Afonso sentou-se ao seu lado.

-A lua está bonito hoje não está?

- É o céu aqui parece diferente! Parece uma mar negro cheio de pedras preciosas. Olha como brilham as estrelas. Retorquiu Leonor.

- Ficas ainda mais bonita sob esta luz. Leonor olhou para ele e sorriu.

- Deixa de ser parvo!

- Não estou a ser parvo. Acho que és uma mulher muito bonita. Desde que te vi pela primeira vez que fiquei facinado...

- Afonso! Pára!...

- Não quero parar. Respondeu ele baixinho, com uma voz rouca e sensual, ao mesmo tempo que mexia no cabelo de Leonor, colocando-o por trás da orelha. Aproximou o seu rosto do dela para a beijar, mas Leonor virou a cara.

- Não afonso! eu não quero nada disto...

- Desculpa! eu não te quero forçar a nada, mas não consigo resistir.

- então vai tomar um banho para ver se refrescas as ideias. E dito isto levantou-se e foi para o seu quarto.

 

*

 

-Achas isto normal, Clara?! Mas ele pensa que é só chegar e tem tudo o que quer? Nem me perguntou nada...

- Oh Leonor há muito tempoque eu tinha reparado que el olhava para ti de forma diferente. Só tu é que ainda não tinhas reparado.

- Mas eu não quero nada com ele!

- Existe outra pessoa?

- Não1 Quer dizer, mais ou menos.

- Então! Em que é que ficamos?! Leonor contou a Clara a sua pequena aventura...

 

- Então e porque é que não vais procura-lo? Perguntou Clara depois de ter escutado a história da amiga.

- ele nunca mais me disse nada. Por isso, acho que não tenho esse direito. Mas não consigo tira-lo da cabeça.

- Mais uma razão Leonor...

- Olha e se mudassemos de assunto?!

Continuaram a falar de outros assuntos acabando por adormecer.

 

Continua...

publicado por _^ANGIE^_ às 17:24
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